Estudo comparativo de discriminação de listas de palavras e frases efectuadas em voz viva e através de telefone em pacientes com implante coclear

Autores

  • Jorge Humberto Martins Audiologista do Serviço de ORL do Centro Hospitalar de Coimbra; Mestre em Ciências da Fala e da Audição, Coimbra, Portugal
  • Luis Silva Médico Especialista ORL do Centro Hospitalar de Coimbra, Coimbra, Portugal
  • Marisa Alves Terapeuta da Fala do Serviço de ORL do Centro Hospitalar de Coimbra, Coimbra, Portugal
  • Daniela Ramos Terapeuta da Fala do Serviço de ORL do Centro Hospitalar de Coimbra, Coimbra, Portugal
  • Helena Alves Terapeuta da Fala do Serviço de ORL do Centro Hospitalar de Coimbra, Coimbra, Portugal
  • João Januário Audiologista do Serviço de ORL do Centro Hospitalar de Coimbra, Coimbra, Portugal
  • Carlos Ribeiro Director de Serviço de ORL do Centro Hospitalar de Coimbra, Coimbra, Portugal

DOI:

https://doi.org/10.34631/sporl.209

Palavras-chave:

Telefone, Implante coclear, Discriminação auditiva

Resumo

A autonomia proporcionada pelo uso do telefone permite ao paciente com surdez profunda implantado aumentar a sua capacidade de comunicação e também a auto-estima, visto que o uso do telefone pressupõe a capacidade de discriminar sem o recurso a leitura labial ou a qualquer outra pista. Neste trabalho pretendemos avaliar as capacidades na discriminação de estímulos da fala via telefone, em pacientes portadores de implante coclear. Para o efeito foram avaliados 70 pacientes portadores de implante coclear, com mais de 4 meses de uso do processador da fala. A amostra foi dividida em dois grupos, grupo 1 que refere usar o telefone e o grupo 2 que refere não usar o telefone. Os resultados obtidos mostram que não foram encontradas diferenças estatísticas nos limiares tonais em campo livre com o implante coclear entre os dois grupos. No que diz respeito aos resultados dos testes de discriminação encontramos diferença estatística nos testes efectuados entre os dois grupos, sendo sempre melhor o desempenho dos indivíduos do grupo 1. Quando comparado os resultados dos testes de frases e 100 palavras efectuados ao telefone e em voz viva, verificamos que os resultados ao telefone são inferiores aos testes em voz viva.

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Referências

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Como Citar

Martins, J. H., Silva, L., Alves, M., Ramos, D., Alves, H., Januário, J., & Ribeiro, C. (2010). Estudo comparativo de discriminação de listas de palavras e frases efectuadas em voz viva e através de telefone em pacientes com implante coclear. Revista Portuguesa De Otorrinolaringologia-Cirurgia De Cabeça E Pescoço, 48(4), 181–189. https://doi.org/10.34631/sporl.209

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Artigo Original