Rastreio auditivo neonatal universal no Hospital de S. João: resultados dos primeiros 12 meses

Autores

  • Ricardo Vaz Interno Complementar do Serviço de Otorrinolaringologia, Hospital de S. João-E.P.E.; Assistente Convidado a 40% de Anatomia da Faculdade de Medicina do Porto
  • Jorge Spratley Assistente Hospitalar Graduado do Serviço de Otorrinolaringologia, Hospital de S. João-E.P.E.; Professor Auxiliar Convidado de Otorrinolaringologia da Faculdade de Medicina do Porto
  • Jorge Santos Silva Assistente Hospitalar Graduado de Pediatria, Hospital de S. João-E.P.E.
  • Alcina Falcão Técnica de Audiologia do Serviço de Otorrinolaringologia, Hospital de S. João-E.P.E.
  • Tânia Gomes Técnica de Audiologia do Serviço de Otorrinolaringologia, Hospital de S. João-E.P.E.
  • Hercília Guimarães Directora do Serviço de Neonatologia, Hospital de S. João-E.P.E.; Professora Associada de Pediatria da Faculdade de Medicina do Porto
  • Margarida Santos Directora do Serviço de Otorrinolaringologia, Hospital de S. João-E.P.E.

DOI:

https://doi.org/10.34631/sporl.213

Palavras-chave:

hipoacusia, rastreio auditivo neonatal, recém-nascidos, otoemissões acústicas, potenciais evocados auditivos

Resumo

Objectivos: A surdez é uma das principais anomalias congénitas neonatais. A sua detecção e reabilitação precoces são imperativas para o desenvolvimento apropriado da linguagem e das capacidades cognitivas da criança. O presente estudo procurou avaliar o rastreio auditivo neonatal realizado no Hospital de São João nos primeiros 12 meses após a sua implementação.

Desenho do estudo: Estudo retrospectivo

Material e Métodos: Recém-nascidos (RN) internados no berçário e na Unidade de Cuidados Intensivos Neonatais (UCIN) submetidos a avaliação audiométrica por otoemissões acústicas complementada sempre que indicado por potenciais evocados auditivos.

Resultados: A avaliação no berçário englobou 96% (2373) RN da população inicial, tendo sido perdidos 108 casos. Foram identificados três RN com patologia unilateral (0,1%) e nenhum apresentou hipoacusia bilateral. Foram avaliados 175 (83%) dos RN internados na UCIN, cinco apresentaram patologia bilateral e um hipoacusia unilateral.

Conclusões: O rasteio auditivo neonatal em todos os RN, saudáveis ou com factores de risco, é fundamental na detecção precoce das anomalias auditivas e intervenção terapêutica subsequente.

Título abreviado: RANU Hospital S. João, E.P.E.

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Como Citar

Vaz, R., Spratley, J., Santos Silva, J., Falcão, A., Gomes, T., Guimarães, H., & Santos, M. (2010). Rastreio auditivo neonatal universal no Hospital de S. João: resultados dos primeiros 12 meses. Revista Portuguesa De Otorrinolaringologia-Cirurgia De Cabeça E Pescoço, 48(4), 207–210. https://doi.org/10.34631/sporl.213

Edição

Secção

Artigo Original