Natação e sintomas nasais: exposição a água de piscina e do mar
DOI:
https://doi.org/10.34631/sporl.3115Palavras-chave:
Rinossinusite Crónica, natação, água do mar, água da piscinaResumo
A rinossinusite crónica apresenta uma elevada prevalência e afeta a qualidade de vida de muitas pessoas. O meio aquático, em particular a água do mar e a água de piscina clorada, pode ter impacto nesta doença. Este estudo investiga o efeito da natação nestes dois tipos de água no aparecimento ou agravamento dos sintomas desta condição.
Foi realizado um estudo transversal com uma amostra de 55 nadadores. Aplicou-se um questionário sobre sintomas e foram efetuadas medições de fluxometria nasal antes e depois da natação, com o objetivo de avaliar de forma objetiva os efeitos da exposição à água.
Os resultados mostraram que, após exposição à água de piscina clorada, não se verificou agravamento dos sintomas nasossinusais, enquanto que após natação em água do mar foi observada uma melhoria, sobretudo nos participantes com sintomas nasais prévios. Este efeito foi confirmado pela análise dos resultados da fluxometria nasal.
O estudo conclui que nadar em piscina clorada, mesmo em indivíduos com doença nasossinusal, não desencadeia nem agrava os sintomas. Por outro lado, a natação em água do mar teve um efeito positivo significativo, especialmente em pessoas com queixas nasais pré-existentes.
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