Opacificação incidental da mastóide na tomografia computorizada em idade pediátrica

Autores

  • Nuno O'Neill Mendes Hospital Professor Doutor Fernando Fonseca, Portugal
  • Marta Melo Hospital Professor Doutor Fernando Fonseca, Portugal
  • João Rito Hospital Professor Doutor Fernando Fonseca, Portugal
  • João Órfão Hospital Professor Doutor Fernando Fonseca, Portugal
  • Gustavo Rocha Hospital Professor Doutor Fernando Fonseca, Portugal
  • Ana Guimarães Hospital Professor Doutor Fernando Fonseca, Portugal
  • Filipe Freire Hospital Professor Doutor Fernando Fonseca, Portugal

DOI:

https://doi.org/10.34631/sporl.838

Palavras-chave:

Mastóide, Tomografia computorizada, Otorrinolaringologia Pediátrica, Opacificação incidental da mastóide

Resumo

Objetivos: Determinar a prevalência da opacificação incidental da mastóide (OIM) na população pediátrica de um hospital. Verificar que situações motivaram referenciação à Otorrinolaringologia e averiguar a existência de patologia otológica.

Desenho do estudo: Estudo retrospetivo

Material e métodos: Foram analisadas as imagens de tomografia computorizada crânio-encefálica, seios perinasais e osso temporal realizadas ao longo de 2 anos em indivíduos com idade <18 anos. Excluíram-se exames requeridos por indicação otológica ou traumatismo. Avaliou-se, nos 650 exames, o grau de OIM.

Resultados e Conclusões: A prevalência de OIM foi de 10,9% (71/650). Este valor foi significativamente maior em crianças com idade ≤8 anos (22,9%; 42/183); p=0,03. Verificou-se associação forte entre OIM e hipertrofia adenoideia em crianças com menos de 8 anos (eta=0,879). A taxa de referenciação formal à especialidade de ORL foi de 29,6% (21/71). Estas crianças foram avaliadas e não se verificou nenhum caso de patologia otológica a necessitar de tratamento. A OIM raramente é patológica e não deve ser sobrevalorizada.

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Referências

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Publicado

2021-03-07

Como Citar

O’Neill Mendes, N., Melo, M., Rito, J., Órfão, J., Rocha, G., Guimarães, A., & Freire, F. (2021). Opacificação incidental da mastóide na tomografia computorizada em idade pediátrica. Revista Portuguesa De Otorrinolaringologia E Cirurgia De Cabeça E Pescoço, 59(1), 19-23. https://doi.org/10.34631/sporl.838

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