Preditores clínicos de gravidade da epistaxis idiopática: revisão retrospetiva de doentes internados

  • Diogo Tomé Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte, Portugal https://orcid.org/0000-0002-5788-3639
  • Marta Canas Marques Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte, Portugal
  • Paulo Rocha Pereira Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte, Portugal
  • Marco Simão Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte, Portugal
  • Óscar Dias Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte, Portugal
Palavras-chave: Epistaxis, internamento, Patologia cardíaca, Diabetes Mellitus tipo 2

Resumo

Objectivos: O estudo dos fatores de risco da epistáxis idiopática tem mostrado resultados discordantes. O objetivo deste estudo é identificar os preditores de gravidade dos doentes internados por epistáxis idiopática.

Desenho do Estudo: Observacional, analítico, caso-controlo, retrospectivo.

Material e Métodos: Analisámos 134 internamentos, num período de 10 anos. A amostra foi dividida em dois grupos de gravidade. Realizámos uma análise bivariada e multivariada para estudar a associação entre a gravidade da doença e os potenciais fatores preditores.

Resultados: A doença “Muito grave” ocorreu em 88 casos. A presença de patologia cardíaca foi preditora de doença mais grave, enquanto a Diabetes Mellitus tipo 2 (DM2) foi preditor de doença menos grave.

Conclusões: A patologia cardíaca foi preditora de maior gravidade da epistáxis idiopática. Nos doentes com este tipo de patologia deverá ser considerada a avaliação precoce por um cardiologista. Curiosamente, a DM2 foi associada a uma menor gravidade de epistáxis.

Downloads

Não existe ainda disponível informação de downloads.

Referências

- Davis R. Epistaxis: Medical vs. Surgical Therapy: A Comparison of Efficacy, Complications, and Economic Considerations. Arch Otolaryngol Head Neck Surg. 1987; 113(7):701-703. DOI:10.1288/00005537-198712000-00003

- Jackson K, Jackson R. Factors Associated With Active, Refractory Epistaxis. Arch Otolaryngol Head Neck Surg. 1988 Aug;114(8):862. Available from: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/3390329

- Klossek J, Dufour X, Montreuil C, Fontanel JP et al. Epistaxis and its management: an observational pilot study carried out in 23 hospital centres in France. Rhinology. 2006 Jun;44(2):151-5. Available from: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/16792176

- Pope L. Hobbs C. Epistaxis: an update on current management. Postgrad Med J. 2005 May; 81(955):309-314. DOI:10.1136/pgmj.2004.025007.

- Terakura M, Fujisaki R, Suda T, Sagawa T, Sakamoto T. Relationship between blood pressure and persistent epistaxis at the emergency department: a retrospective study. J Am Soc Hypertens. 2012 Jul-Aug;6(4):291-5. DOI:10.1016/j.jash.2012.05.001

- Page C, Biet A, Liabeuf S. Strunski V, Fournier A. Serious spontaneous epistaxis and hypertension in hospitalized patients. Eur Arch Otorhinolaryngol. 2011 Dec;268(12):1749-53. DOI:10.1007/s00405-011-1659-y.

- Smith J, Siddiq S, Dyer C, Rainsbury J, Kim D. Epistaxis in patients taking oral anticoagulant and antiplatelet medication: prospective cohort study. J Laryngol Otol. 2011 Jan;125(1):38-42. DOI:10.1017/S0022215110001921

- Fuchs F, Moreira L, Pires C, Torres FS et al. Absence of Association between Hypertension and Epistaxis: a Population-based Study. Blood Press. 2003; 12(3):145-148. Available from: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/12875475

- Lubianca Neto JF, Fuchs FD, Facco SR, Gus M, et al. Is epistaxis evidence of end-organ damage in patients with hypertension? Laryngoscope. 1999 Jul;109(7 Pt 1):1111-5. Available from: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/10401851.

- Ando Y, Iimura J, Arai S, Arai C et al. Risk factors for recurrent epistaxis: Importance of initial treatment. Auris Nasus Larynx. 2014 Feb;41(1):41-5.. DOI:10.1016/j.anl.2013.05.004

- Soyka M, Rufibach K, Huber A, Holzmann D. Is severe epistaxis associated with acetylsalicylic acid intake? Laryngoscope. 2010 Jan;120(1):200-7. DOI:10.1002/lary.20695

- Rainsbury J, Molony N. Clopidogrel versus low-dose aspirin as risk factors for epistaxis. Clin Otolaryngol. 2009 Jun; 34(3):232-235. DOI:10.1111/j.1749-4486.2009.01926.x

- Soyka M, Schrepfer T, Holzmann D. Blood markers of alcohol use in epistaxis patients. Eur Arch Otorhinolaryngol. 2012 Aug;269(8):1917-22. DOI:10.1007/s00405-011-1881-7

- Rejas Ugena E, Trinidad Ruiz G, Álvarez Domínguez J, Carrasco Claver F et al. Utilidad del tratamiento quirúrgico de la epistaxis grave mediante abordaje endoscópico de las arterias esfenopalatina y etmoidal anterior. Acta Otorrinolaringol Esp. 2006 May;57(5):228-234. DOI:10.1016/S0001-6519(06)78698-8

- McGarry GW. Epistaxis. In: Gleeson Michael (Ed) Scott-Brown's otorhinolaryngology, head and neck surgery, 7th ed. Abingdon, UK: Taylor & Francis; 2008. p 1596-1608.

- Mauer A, Khazanov N, Levenkova N, Tian S et al. Impact of sex, age, race, ethnicity and aspirin use on bleeding symptoms in healthy adults. J Thromb Haemost. 2011 Jan;9(1):100-8. DOI:10.1111/j.1538-7836.2010.04105.x

- Forbes J, Cooper M. Mechanisms of Diabetic Complications. Physiol Rev. 2013 Jan; 93(1):137-188. DOI:10.1152/physrev.00045.2011

- Chawla R, Chawla A, Jaggi S. Microvasular and macrovascular complications in diabetes mellitus: Distinct or continuum? Indian J Endocrinol Metab. 2016 Jul-Aug;20(4):546-51 DOI:10.4103/2230-8210.183480

Publicado
2019-11-24
Como Citar
Tomé, D., Canas Marques, M., Rocha Pereira, P., Simão, M., & Dias, Óscar. (2019). Preditores clínicos de gravidade da epistaxis idiopática: revisão retrospetiva de doentes internados. Revista Portuguesa De Otorrinolaringologia E Cirurgia De Cabeça E Pescoço, 57(1), 11-15. Obtido de https://journalsporl.com/index.php/sporl/article/view/767
Secção
Artigo Original