Papiloma invertido nasossinusal – Casuística do serviço de ORL do Hospital de Braga

Autores

  • Daniel Miranda Interno de Formação Específica do Serviço de Otorrinolaringologia – Hospital de Braga
  • Miguel Breda Interno de Formação Específica do Serviço de Otorrinolaringologia – Hospital de Braga
  • Diana Silva Interna de Formação Específica do Serviço de Otorrinolaringologia – Hospital de Braga
  • Nuno Marçal Assistente Hospitalar do Serviço de Otorrinolaringologia – Hospital de Braga
  • Sérgio Vilarinho Assistente Hospitalar do Serviço de Otorrinolaringologia – Hospital de Braga
  • Luís Dias Director do Serviço de Otorrinolaringologia – Hospital de Braga

DOI:

https://doi.org/10.34631/sporl.584

Palavras-chave:

Papiloma invertido nasossinusal, tumor nasossinusal

Resumo

Objectivos: Avaliar a casuística hospitalar relativamente aos papilomas invertidos nasossinusais operados.

Desenho do Estudo: restrospectivo.

Materiais e Métodos: analisados os processos clínicos dos doentes com diagnóstico histológico de papiloma invertido entre Janeiro de 1990 e Janeiro de 2014, tendo sido recolhidos dados demográficos, clínicos, imagiológicos e cirúrgicos relevantes.

Resultados: 24 casos operados, correspondendo a um total de 19 doentes. A taxa de recidiva nesta série foi de 26%, sendo o tempo de seguimento médio de 33 meses. Não foi observado nenhum caso de malignização.

Conclusões: O papiloma invertido (PI) é um dos tumores mais frequentes da região nasossinusal representando cerca de 0.5 a 4% dos tumores desta topografia. Surgem mais frequentemente em indivíduos do sexo masculino, geralmente na 5ª e 6ª décadas de vida. O tratamento de eleição é cirúrgico sendo a via de abordagem endoscópica cada vez mais aceite, não obstante a possibilidade de realização de uma abordagem externa.

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Referências

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Como Citar

Miranda, D., Breda, M., Silva, D., Marçal, N., Vilarinho, S., & Dias, L. (1). Papiloma invertido nasossinusal – Casuística do serviço de ORL do Hospital de Braga. Revista Portuguesa De Otorrinolaringologia E Cirurgia De Cabeça E Pescoço, 53(2), 107-111. https://doi.org/10.34631/sporl.584

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