Avaliação auditiva de comunidades escolares portuguesas: Audiologia Escolar versus Rastreio Auditivo

  • Paula Lopes Audiologista; Professora Adjunta; Escola Superior de Tecnologia da Saúde do Porto, Instituto Politécnico do Porto; Instituto de Bioética, Universidade Católica Portuguesa, Portugal
  • David Tomé Audiologista; Professor Assistente; Escola Superior de Tecnologia da Saúde do Porto, Instituto Politécnico do Porto, Portugal
  • Aida Sousa Audiologista; Professora Assistente; Escola Superior de Tecnologia da Saúde do Porto, Instituto Politécnico do Porto, Portugal
  • António Magalhães Especialista em Otorrinolaringologia; Assistente Hospitalar; Hospital Maria Pia, Centro Hospitalar do Porto, Portugal
Palavras-chave: perda auditiva, intervenção precoce, rastreio auditivo escolar

Resumo

Objectivo: Estudo da incidência da perda auditiva e de problemas otológicos em comunidades escolares do Norte do país de um total de 2550 participantes, entre os 3 e os 17 anos de idade.

Desenho do Estudo: Levantamento estatístico nas próprias instituições de ensino sendo realizado um protocolo de avaliação auditiva de rastreio.

Material e Métodos: A todos os participantes foi realizado o mesmo protocolo de avaliação que consistiu numa anamnese audiológica, otoscopia e exame audiométrico de rastreio, sendo considerado como critério de inclusão a autorização prévia por parte do encarregado de educação.

Resultados: Foram identificados diversos problemas otológicos e a audiometria tonal de rastreio contabilizou limiares auditivos indicativos de hipoacusia, uni e bilateralmente, em cerca de 5,7% dos casos.

Conclusões: O rastreio auditivo deve ser realizado o mais precocemente possível e fazer parte integral dos cuidados de saúde primários, de modo a orientar a criança para uma educação e acompanhamento apropriados.

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Como Citar
Lopes, P., Tomé, D., Sousa, A., & Magalhães, A. (1). Avaliação auditiva de comunidades escolares portuguesas: Audiologia Escolar versus Rastreio Auditivo. Revista Portuguesa De Otorrinolaringologia E Cirurgia De Cabeça E Pescoço, 50(4), 295-299. Obtido de https://journalsporl.com/index.php/sporl/article/view/58
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Artigo Original