A embolização arterial no tratamento da epistáxis grave: 4 casos clínicos

  • Clara Silva Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra
  • Natércia Silvestre Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra
  • Tiago Parreira Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra
  • Ana Margarida Amorim Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra
  • António Paiva Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra
Palavras-chave: epistáxis, embolização arterial

Resumo

A epistáxis é uma das mais frequentes urgências otorrinolaringológicas. Nos casos refractários às medidas tradicionais (cauterização química ou eléctrica; tamponamento anterior e/ou posterior; antifibrinolíticos sistémicos) pode ser necessário o recurso à laqueação cirúrgica ou embolização arterial. Através do relato de quatro casos clínicos, o presente trabalho pretende analisar o papel da embolização arterial no tratamento da epistáxis grave, refractária às medidas terapêuticas iniciais.

A embolização endovascular tem aplicação em várias situações clínicas em otorrinolaringologia apresentando elevada taxa de sucesso no tratamento da epistáxis refractária. As complicações major (embolia cerebrovascular e necrose da pele) são raras. As suas principais vantagens consistem no facto de ser um procedimento minimamente invasivo, poder ser realizado sob anestesia local, permitir uma obliteração arterial superselectiva e o estabelecimento de um diagnóstico etiológico em alguns casos. No entanto, são necessários estudos ulteriores que apresentem níveis de evidência superiores na comparação da abordagem endovascular vs. cirúrgica.

Downloads

Não existe ainda disponível informação de downloads.

Referências

Willems PWA, Farb RI, Agid R. Endovascular Treatment of epistaxis. Am J Neuroradiol. 2009; 30: 1637-45.

Santaolalla F, Araluce I, Zabala A, López A et al. Efficacy of selective percutaneous embolization for the treatment of intractable posterior epistaxis and juvenile nasopharyngeal angiofibroma. Acta Oto-Laryngologica. 2009; 129: 1456-1462.

Douglas R. Wormald PJ. Update on epistáxis. Curr Opin Otolaryngol Head Neck Surg. 2007; 15: 180-183.

Christensen NP, Smith DS, Barnwell SL, Wax MK. Arterial Embolization in the Management of Posterior Epistaxis. Otolaryngology-Head and Neck Surgery. 2005; 133: 748-753.

Melia L, McGarry G. Epistaxis: update on management. Curr opin Otolaryngol Head Neck Surg. 2011; 19: 30-35.

McGarry GW. Epistaxis. Scott Brown Edition. 2008; Cp126; pg: 1596-1608

Strach K, Schröck A, WilhelmK, Greschus S et al. Endovascular Treatment of Epistaxis. Indications, Management and Outcome. Cardiovasc Intervent Radiol. 2011; 34: 1190-1198.

Sadri M. Midwinter K. Ahmed A. Parker A. Assessment of safety and efficacy of arterial embolization in the management of intractable epistáxis. Eur Arch Otorhinolaryngol. 2006; 263: 560-566

Risley J, Mann K, Jones NS. The role of embolization in ENT: an update. The Journal of Laryngology & Otology. 2011; 1-8.

Rudmik L. Smith TL.Management of intracatable epistaxis. Am J Rhinol Allergy . 2012. 26, 55-60.

Fukutsuji K. et al. Superselective angiographic embolization for intractable epistaxis. Acta Oto-Laryngologica. 2008; 128: 556-560.

Ntomouchtsis A, Venetis G, Zouloumis L, Lazaridis N. Ischemic necrosis of nose and palate after embolization for epistaxis. A case

report. Oral Maxillofacial Surg. 2010; 14:123-127.

Como Citar
Silva, C., Silvestre, N., Parreira, T., Amorim, A. M., & Paiva, A. (1). A embolização arterial no tratamento da epistáxis grave: 4 casos clínicos. Revista Portuguesa De Otorrinolaringologia E Cirurgia De Cabeça E Pescoço, 53(1), 57-61. Obtido de https://journalsporl.com/index.php/sporl/article/view/563
Secção
Caso Clínico