Ruptura da carótida em doentes oncológicos da cabeça e pescoço

  • Nadia Hassamo Ramos Interna do Internato Complementar de Otorrinolaringologia – Hospital Garcia de Orta
  • Carlos Alexandre Assistente Graduado de Otorrinolaringologia – Hospital Garcia de Orta
  • Nuno Barbosa Assistente Hospitalar de Cirurgia Maxilo-Facial – Hospital Garcia de Orta
  • Luís Antunes Director de Serviço de Otorrinolaringologia – Hospital Garcia de Orta
Palavras-chave: Carotid blowout, Radioterapia, Oncologia, Cabeça e Pescoço

Resumo

Introdução: A ruptura da carótida primitiva é uma complicação rara, com elevado risco de vida, decorrente do tratamento do cancro da cabeça e pescoço. Os principais factores predisponentes são o tratamento cirúrgico, radioterapia prévia, infecção, necrose dos tecidos, exposição vascular e fístula faringocutânea.

Materiais e Métodos: Os autores apresentam um caso clínico e revisão bibliográfica, contemplando os factores predisponentes, apresentação clínica, tratamento e prognóstico desta entidade. A ruptura da carótida observou-se em contexto pós tratamento cirúrgico associado a radioterapia e quimioterapia de carcinoma do trígono retromolar.

Resultados: A hemorragia foi controlada através de laqueação da carótida comum. Outras soluções de preservação do lúmen carotídeo não foram consideradas adequadas ou não se encontraram disponíveis. Não foram observados défices neurológicos no pós-operatório.

Conclusão: Pela sua gravidade, a ruptura da carótida é uma entidade que deve ser considerada e servir de alerta para a necessidade de optimização dos tratamentos nos doentes com cancro da cabeça e pescoço.

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Referências

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Como Citar
Hassamo Ramos, N., Alexandre, C., Barbosa, N., & Antunes, L. (1). Ruptura da carótida em doentes oncológicos da cabeça e pescoço. Revista Portuguesa De Otorrinolaringologia E Cirurgia De Cabeça E Pescoço, 53(1), 47-51. Obtido de https://journalsporl.com/index.php/sporl/article/view/561
Secção
Caso Clínico