Colesteatoma na idade pediátrica: Estudo retrospectivo da experiência do Hospital Pedro Hispano

  • Sara Cruz Interna Complementar do Serviço de ORL do Hospital Pedro Hispano, Matosinhos
  • Andreia Ribeiro Interna Complementar do Serviço de ORL do Hospital Pedro Hispano, Matosinhos
  • Nuno Trigueiros Assistente Hospitalar Graduado do Serviço de ORL do Hospital Pedro Hispano, Matosinhos
  • Nuno Oliveira Assistente Hospitalar do Serviço de ORL do Hospital Pedro Hispano, Matosinhos
  • Manuel Rodrigues e Rodrigues Director de Serviço de ORL do Hospital Pedro Hispano, Matosinhos
Palavras-chave: Colesteatoma, Criança, Timpanomastoidectomia

Resumo

Introdução: O colesteatoma é uma patologia pouco frequente na idade pediátrica, ocorrendo em cerca de 10% dos casos de otite média crónica, e que pode ter sequelas graves. Objectivo: Avaliar os resultados do Serviço ORL do Hospital Pedro Hispano (HPH) e analisar as variáveis associadas com a taxa de recorrência e resultados audiométricos dos doentes submetidos a timpanomastoidectomia por colesteatoma.

Material e Métodos: Estudo retrospectivo dos doentes com idade menor que 18 anos, submetidos a timpanomastoidectomia por colesteatoma no HPH, de 1 de Janeiro 2001 a 31 de Dezembro 2011.

Resultados: Foram revistas 28 crianças (30 ouvidos) submetidas a timpanomastoidectomia. 76,7% do sexo masculino, 23,3% do sexo feminino, com idade média de 10,7 anos. Otorreia e hipoacusia foram os principais sintomas observados em 76,6% e 40% das crianças. 56,7% dos colesteatomas foram classificados durante a cirurgia como estadio S3, S4 e S5, e 80% apresentavam alterações da cadeia ossicular. Houve recorrência em 33,3% dos colesteatomas.

Conclusões: Os colesteatomas nas crianças têm um crescimento mais agressivo e o seu diagnóstico é muitas vezes feito em estadios mais avançados, sendo importante ter um alto índice de suspeita.

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Referências

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Como Citar
Cruz, S., Ribeiro, A., Trigueiros, N., Oliveira, N., & Rodrigues e Rodrigues, M. (1). Colesteatoma na idade pediátrica: Estudo retrospectivo da experiência do Hospital Pedro Hispano. Revista Portuguesa De Otorrinolaringologia E Cirurgia De Cabeça E Pescoço, 53(1), 21-25. https://doi.org/10.34631/sporl.557
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