Papiloma invertido nasossinusal: Revisão de 8 anos

  • Lília Ferraria Interna de formação complementar em Otorrinolaringologia do Hospital Garcia de Orta
  • Joana Castro Interna de formação complementar em Otorrinolaringologia do Hospital Garcia de Orta
  • Sílvia Alves Interna de formação complementar em Otorrinolaringologia do Hospital Garcia de Orta
  • Helena Rosa Assistente Hospitalar Graduada do Hospital Garcia de Orta
  • Luis Antunes Diretor de Serviço do Hospital Garcia de Orta
Palavras-chave: papiloma invertido nasossinusal, tumor benigno nasossinusal, cirurgia endoscópica nasal

Resumo

Objetivos: Analisar uma série de casos de papiloma invertido nasossinusal (PIN) no Hospital Garcia de Orta. Métodos: Estudo retrospetivo dos PIN diagnosticados entre 2007 e 2014. Analisados parâmetros epidemiológicos, clínicos e terapêuticos.

Resultados: Registaram-se 13 casos de PIN, 61,54% do sexo masculino com média de idade de 57,4±15,0 anos. O sintoma de apresentação mais frequente foi obstrução nasal unilateral em 77% dos casos. Não existiram casos de bilateralidade. A recidiva foi de 30,8%, com tempo médio de primeira recidiva de 22 meses, tendo sido a cirurgia endoscópica nasossinusal a abordagem de eleição (61,5%). Num caso observou-se ocorrência síncrona de carcinoma pavimentocelular (7,7%).

Conclusão: O PIN é um tumor com sintomatologia inespecífica. A abordagem endoscópica dos PIN é cada vez mais aceite como técnica cirúrgica de eleição, à qual se poderá associar uma abordagem externa. Recomenda-se seguimento anual endoscópico e acompanhamento por vários anos de forma a detectar precocemente possíveis recidivas.

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Como Citar
Ferraria, L., Castro, J., Alves, S., Rosa, H., & Antunes, L. (1). Papiloma invertido nasossinusal: Revisão de 8 anos. Revista Portuguesa De Otorrinolaringologia E Cirurgia De Cabeça E Pescoço, 53(1), 13-19. https://doi.org/10.34631/sporl.556
Secção
Artigo de Revisão