Colesteatoma em idade pediátrica: Análise retrospectiva de 12 anos de experiência do Hospital Fernando Fonseca

  • Carolina Durão Interna do internato complementar de Otorrinolaringologia do Hospital Fernando Fonseca
  • Eurico Costa Interno do internato complementar de Otorrinolaringologia do Hospital Fernando Fonseca
  • Mafalda Trindade Soares Interna do internato complementar de Otorrinolaringologia do Hospital Fernando Fonseca
  • Sofia Decq Mota Interna do internato complementar de Otorrinolaringologia do Hospital Fernando Fonseca
  • Ana Guimarães Assistente hospitalar do serviço de Otorrinolaringologia do Hospital Fernando Fonseca
  • João Pedro Leandro Assistente hospitalar graduado do serviço de Otorrinolaringologia do Hospital Fernando Fonseca
  • Vítor Gabão Veiga Director de serviço de Otorrinolaringologia do Hospital Fernando Fonseca
Palavras-chave: colesteatoma pediátrico, mastoidectomia, tratamento do colesteatoma

Resumo

Objectivo: revisão de casos de colesteatoma em idade pediátrica do HFF durante um período de 12 anos.

Desenho do estudo: retrospectivo.

Material e métodos: análise de 30 casos de cirurgia para colesteatoma em doentes dos 0 - 18 anos de Janeiro de 2000 a Dezembro de 2011.

Resultados: o colesteatoma inicial foi extenso na maioria dos casos. Realizou-se mastoidectomia com técnica aberta (66,7%), mastoidectomia com técnica fechada (26,7%), aticomia transmeática (3,3%) e remoção de colesteatoma da membrana timpânica (3,3%). O GAP pós-operatório médio foi de 22,5 dB, com GAP 0-10dB em 16,7%, GAP 11-20dB em 10%, GAP 21-30 dB em 30%, mais de 30dB em 16,7% e desconhecido em 26,7%. A taxa de recorrência de colesteatoma foi de 23,3%

Conclusões: Na nossa amostra o colesteatoma foi extenso e agressivo. Realizámos mastoidectomia com técnica aberta na maioria dos casos. Para obter bons resultados a abordagem deverá ser individualizada, atendendo a factores clínicos, anatómicos e capacidade de adesão à terapêutica. 

 

Downloads

Não existe ainda disponível informação de downloads.

Referências

Soldati D, Mudry A. Cholesteatoma in children: techniques and results. Int J Pediatr Otorhinolaryngol. 2000 May30;52(3):269-76.

Schraff SA, Strasnick B. Pediatric cholesteatoma: A retrospective review. Int J Pediatr Otorhinolaryngol. 2006 Mar;70(3):385-93.

Goçmen H, Kilic R, Ozdek A, Kizilkaya Z, et al. Surgical treatment of cholesteatoma in children. Int J Pediatr Otorhinolaryngol. 2003 Aug;67(8):867-72.

Silvola J, Palva T. One-stage revision surgery for pediatric cholesteatoma: long term results and comparison with primary surgery. Int J Pediatr

Otorhinolaryngol. 2000 Dec 1;56(2):135-9.

Ueda H, Nakashima T, Nakata S. Surgical strategy for cholesteatoma in children. Auris Nasus Larynx. 2001 Apr;28(2):125-9.

Nevoux J, Lenoir M, Roger G, Denoyelle F, et al. Childhood cholesteatoma. Eur Ann Otorhinolaryngol Head Neck Dis. 2010 Sep;127(4):143-50.

Ahn SH, Oh SH, Chang SO, Kim CS. Prognostic factors of recidivism in pediatric cholesteatoma surgery. Int J Pediatr Otorhinolaryngol. 2003

Dec;67(12):1325-30.

Mishiro Y, Sagakami M, Okumura S, Takeda N, et al. Postoperative results for cholesteatoma in children. Auris Nasus Larynx. 2000 Jul;27(3):223-6.

Hildmann H, Sudhoff H. Cholesteatoma in children. Int J Pediatr Otorhinolaryngol. 1999 Oct 5;49 Suppl 1:S81-6.

Aquino J, Filho N, Aquino J. Tratamento cirúrgico do colesteatoma em crianças e adolescentes: análise de 200 pacientes. Int Arch Otorhinolaryngol.

Mar10; 1;55-61.

Iino Y, Imamura Y, Kojima C, Takegoshi S, et al. Risk factors for recurrent and residual cholesteatoma in children determined by second stage operation. Int J Pediatr. Otorhinolaryngol. 1998 Nov 15;46(1-2):57-65.

Belcadhi M, Chahed H, Radhouane M, et al. Predictive factors of recurrence

in pediatric cholesteatoma surgery. Mediterr J Otol 2008 Jun 4; 118-124.

Dornelles C, Costa SS, Meurer L, Schweiger C. Algumas considerações sobre colesteatomas adquiridos pediátricos e adultos. Braz J Otorhinolaryngol. 2005 Jul-Aug;71(4):536-45.

Dornelles C, Costa SS, Meurer L, Schweiger C. Comparação da matriz de colesteatomas adquiridos entre pacientes pediátricos e adultos. Braz J

Otorhinolaryngol. 2005 Nov-Dec;71(6):792-7.

Khemani S, Singh A, Lingam RK, Kalan A. Imaging of postoperative middle ear cholesteatoma. Clin Radiol. 2011 Aug;66(8):760-7.

Committee on Hearing and Equilibrium, Guidelines for evaluation of results of treatment of conductive hearing loss. Otolaryngol Head Neck Surg.

Sep;113(3):186-7.

Brackmann D, Shelton C, Arriaga MA. Otologic Surgery 3rd Edition. Philadelphia, Saunders Elsevier; 2009.

Fish U. Tympanoplasty Mastoidectomy and Stapes surgery. New York, Thieme; 1994.

Como Citar
Durão, C., Costa, E., Trindade Soares, M., Decq Mota, S., Guimarães, A., Leandro, J. P., & Gabão Veiga, V. (1). Colesteatoma em idade pediátrica: Análise retrospectiva de 12 anos de experiência do Hospital Fernando Fonseca. Revista Portuguesa De Otorrinolaringologia-Cirurgia De Cabeça E Pescoço, 52(2), 77-82. Obtido de https://journalsporl.com/index.php/sporl/article/view/459
Secção
Artigo de Revisão