Avaliação otológica e velofaríngea em crianças com fenda palatina corrigida

Autores

  • Sandra Alves Interna Complementar de O.R.L. do Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia / Espinho, EPE, Portugal
  • Pinho de Sousa Director do Serviço de Cirurgia Pediátrica do Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia / Espinho, EPE, Portugal
  • Inês Araújo Audiologista do Serviço de O.R.L. do Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia / Espinho, EPE, Portugal
  • Aida Sousa Audiologista do Serviço de O.R.L. do Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia / Espinho, EPE, Portugal
  • Eugénia Castro Assistente Graduada de O.R.L. do Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia / Espinho, EPE, Portugal
  • Artur Condé Chefe de Serviço de O.R.L. do Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia / Espinho, EPE, Portugal
  • Agostinho Silva Director do Serviço de O.R.L. do Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia / Espinho, EPE, Portugal

DOI:

https://doi.org/10.34631/sporl.313

Palavras-chave:

fenda palatina, cirurgia, otite média, hipoacusia, fala, função velofaríngea

Resumo

A associação entre fenda palatina não corrigida e patologia do foro otorrinolaringológico é consensualmente reconhecida. Com o objectivo de identificar as alterações auditivas e da função velofaríngea persistentes após correcção cirúrgica da fenda, os autores efectuaram um estudo transversal de todas as crianças com idade actual igual ou superior a 5 anos, submetidas a cirurgia no Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho, EPE. Foram estudadas 35 crianças, 20 do sexo masculino e 15 do sexo feminino. As anomalias crânio-faciais mais comuns consistiram em alterações dentárias associadas a má oclusão (40%), desvio septal (37, 1 %), palato curto (37, 1 %) e assimetria do vestíbulo nasal (28,6%). Constatou-se a presença de otite média com derrame em 57, 1% e de bolsa de retracção atical ou perfuração timpilnica em 2,9%. A avaliação da função velofaríngea demonstrou hipernasalidade associada a vogais em 19,3%, a vogais e consoantes em 41,9% e equivalentes nasais em 22,5% das crianças. A emissão de ar nasal foi detectada em 51,6% e a utilização de articulações compensatórias em 25,8%. Através de nasofaringoscopia f lexível, identificou-se a presença de encerramento velofaríngeo de padrão coronal em 36%, sagital em 20% e misto em 44% das crianças. Obteve-se um limiar auditivo médio nas frequências da fala de 30.7 dB, com limiares auditivos superiores a 20 dB em 54,8% dos casos. O timpanograma revelou curva tipo B em 30, A em 28 e C em 12 ouvidos. Os resultados obtidos realçam a necessidade de avaliação e seguimento destas crianças pelo otorrinolaringologista desde o momento do diagnóstico e reforçam a importilncia da sua inclusão numa equipa multidisciplinar.

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Como Citar

Alves, S., de Sousa, P., Araújo, I., Sousa, A., Castro, E., Condé, A., & Silva, A. (1). Avaliação otológica e velofaríngea em crianças com fenda palatina corrigida. Revista Portuguesa De Otorrinolaringologia E Cirurgia De Cabeça E Pescoço, 46(2), 79-86. https://doi.org/10.34631/sporl.313

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