"NOSE" Validação em Português e aplicação na septoplastia

Autores

  • Sandra Alves Interna Complementar de O.R.L. do Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho, EPE
  • Inês Lopes Assistente Graduada de Imunoalergologia do Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho, EPE
  • Pedro Lopes Ferreira Professor Associado com Agregação da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra
  • Luís Fonseca Interno Complementar de O.R.L. do Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho, EPE
  • Daniela Malheiro Assistente de Imunoalergologia do Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho, EPE
  • Agostinho Silva Director de Serviço de O.R.L. do Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho, EPE

DOI:

https://doi.org/10.34631/sporl.256

Palavras-chave:

obstrução nasal, septoplastia, NOSE

Resumo

A obstrução nasal constitui um sintoma comum em otorrinolaringologia, sendo a septoplastia uma das cirurgias mais frequentemente realizadas. De forma a avaliar a resposta subjectiva associada a essa intervenção, a AAO-HNS adoptou o NOSE, uma escala de avaliação criada e validada para a população norte-americana.

Os autores procederam à sua adaptação e validação formais na língua e população portuguesas, possibilitando, a partir deste momento, a sua aplicação em estudos nacionais. Consecutivamente, a escala NOSE validada foi utilizada na avaliação dos resultados subjectivos da septoplastia num grupo de 100 doentes. Verificou-se um valor de NOSE total médio de 74,6 no pré-operatório, com uma redução para 19,3 no pós- operatório, o que confirmou estatisticamente o sucesso da septoplastia na melhoria da obstrução nasal na presença de um desvio septal.

A escala NOSE portuguesa confirmou constituir um método simples, rápido e fiável para a avaliação da obstrução nasal subjectiva.

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Referências

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Como Citar

Alves, S., Lopes, I., Lopes Ferreira, P., Fonseca, L., Malheiro, D., & Silva, A. (1). "NOSE" Validação em Português e aplicação na septoplastia. Revista Portuguesa De Otorrinolaringologia E Cirurgia De Cabeça E Pescoço, 48(1), 9-14. https://doi.org/10.34631/sporl.256

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