Incidência de lesões do nervo laríngeo recorrente pós cirurgia da glândula tiroideia

Autores

  • Rogério Fernandes Interno Complementar de ORL, Hospital Central do Funchal
  • Carlos Zagalo Assistente Graduado de ORL do Serviço de Cirurgia de Cabeça e Pescoço, IPOFG, Lisboa
  • Pedro Henriques Interno Complementar de ORL, Hospital de Egas Moniz
  • Miguel Rómulo Interno Complementar de Cirurgia Geral, Hospital Central do Funchal
  • Marco Barbosa Interno Complementar de ORL, Hospital Central do Funchal
  • Jorge Rosa Santos Director do Serviço de Cirurgia de Cabeça e Pescoço, IPOFG, Lisboa

DOI:

https://doi.org/10.34631/sporl.234

Palavras-chave:

Nervo laríngeo recorrente, lesão do nervo laríngeo recorrente, paralisia das cordas vocais

Resumo

Objectivo: Avaliar o risco de lesão do nervo laríngeo recorrente (LNLR) na cirurgia da glândula tiroideia, seguindo a técnica de dissecção extra-capsular com exposição dos nervos laríngeos recorrentes (NLR), sem monitorização contínua do nervo.

Desenho do estudo: Retrospectivo.

Material e métodos: Foram consultados retrospectivamente os processos clínicos de 65 doentes submetidos a cirurgia tiroideia entre 01 de Abril de 2007 e 30 de Julho de 2007, no Serviço de Cirurgia de Cabeça e Pescoço do IPOFG de Lisboa.

Resultados: O total de paralisias das cordas vocais, incluindo paralisias temporárias e permanentes, foi de 3,77% dos NLR ex- postos. 2,83% (75% do total de paralisias) foram paralisias temporárias. A incidência de paralisias permanentes foi de 0,94%.

Conclusão: A técnica de dissecção extracapsular da glândula tiroideia, com exposição dos NLR, mesmo prescindindo da sua monitorização, é o procedimento de eleição para diminuir o risco de disfunção pós-operatória do nervo, conseguindo-se as mesmas taxas de LNLR descritas na literatura.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

WAGNER HE, SEILER CH. RECURRENT LARYNGEAL NERVE PALSY AFTER THYROID GLAND SURGERY. BR J SURG 1994;81:226-8

DRALLE H, SEKULLA C, HAERTING J, TIMMERMANN W, NEUMANN HJ, KRUSE E, GROND S, MÜHLIG HP, RICHTER C, VOSS J, THOMUSH O, LIPPERT H, GASTINGER I, BRAUCKHOFF M, GIMM O. RISK FACTORS OF PARALYSIS AND FUNTIONAL OUTCOME AFTER RECURRENT LARYNGEAL NERVE MONITORING IN THYROID SURGERY. SURGERY. 2004 DECEMBER; 136(6):1310-22

STEURER M, PASSLER C, DENK DM, SCHNEIDER B, NIEDERLE B, BIGENZAHN W. ADVANTAGES OF RECURRENT LARYNGEAL NERVE IDENTIFICATION IN THYROIDECTOMY AND PARATHYROIDECTOMY AND THE IMPORTANCE OF PREOPERATIVE AND POSTOPERATIVE LARYNGOSCOPIC EXAMINATION IN MORE THAN 1000 NERVES AT RISK. LARYNGOSCOPE. 2002 JANUARY; 112:124-33

CUMMINGS CW, FLINT PW, HARKER LA, HAUGHEY BH, ET AT. CUMMINGS OTOLARYNGOLOGY HEAD AND NECK SURGERY. ELSEVIER MOSBY. FOURTH EDITION. 2005: 2716

JOOSTEN U, BRUNE E, KERSTING JU, HOHLBACH G. RISK FACTORS AND FOLLOW-UP OF RECURRENT LARYNGEAL NERVE

PARALYSIS AFTER FIRST SURGERIES OF BENIGN THYROID DISEASES. RESULTS OF A RETROSPECTIVE ANALYSIS OF 1,556 PATIENTS. ZENTRALBL CHIR 1997;122(4):236-45

HERRANZ-GONZÁLEZ J, GAVILÁN J, MARTÍNEZ-VIDAL J, GAVILÁN C. COMPLICATIONS FOLLOWING THYROID SURGERY. ARCH OTOLARYNGOL HEAD AND NECK SURG 1991 MAY; 117(5): 516-8

THERMANN M, FELTKAMP M, ELIES W, WINDHORST T. RECURRENT LARYNGEAL NERVE PARALYSIS GLAND OPERATIONS. ETIOLOGY AND CONSEQUENCES. CHIRURG 1998 SEP; 69(9): 951-6

ROSENTHAL LH, BENNINGER MS, DEEB RH. VOCAL FOLD IMMOBILITY: A LONGITUDINAL ANALYSIS OF ETIOLOGY OVER 20 YEARS. LARYNGOSCOPE. 2007 OCTOBER; 117: 1864-1870

BERGAMASCHI R, BECOUARN G, RONCERAY J, ARNAUD JP. MORBIDITY OF THYROID SURGERY. AM J SURG 1998 JULY; 176:71-5

REMACLE M, LAWSON G. PARALYSIES LARYNGES. ENCYCLOPÉDIE MÉDICO- CHIRURGICALE 2006; 20-675-A-10; 7-8

TRÉSALLET C, CHIGOT JP, MENEGAUX F. HOW TO PREVENT RECURRENT NERVE PALSY DURING THYROID SURGERY? ANN CHIR 2006 FEB;131(2):149-53

SHINDO M, CHHEDA NN. INCIDENCE OF VOCAL CORD PARALYSIS WITH AND WITHOUT RECURRENT LARYNGEAL NERVE MONITORING DURING THYROIDECTOMY. ARCH OTOLARYNGOL HEAD AND NECK SURG. 2007 MAY; 133: 481-5

ROBERTSON ML, STEWARD DL, GLUCKMAN JL, WELGE J. CONTINUOUS LARYNGEAL NERVE INTEGRITY MONITORING DURING THYROIDECTOMY: DOES IT REDUCE RISK OF INJURY? OTOLARYNGOL HEAD NECK SURG 2004 NOV; 131(5):596-600

SNYDER SK, HENDRICKS JC. INTRAOPERATIVE NEUROPHYSIOLOGY TESTING OF THE RECURRENT LARYNGEAL NERVE: PLAUDITS AND PITFALLS. SURGERY. 2005 DECEMBER; 138(6):1183-92

CHAN WF, LANG BH, LO CY. THE ROLE OF INTRAOPERATIVE NEUROMONITORING OF RECURRENT LARYNGEAL NERVE DURING THYROIDECTOMY: A COMPARATIVE STUDY ON 1000 NERVES AT RISK. SURGERY 2006 DEC; 140(6):866-72

SCANLON EF, KELLOGG JE, WINCHESTER DP, LARSON RH. THE MORBIDITY OF TOTAL THYROIDECTOMY. ARCH SURG 1981;116:568-71. CITADO EM 1.

RIDDELL VH. THYROIDECTOMY : PREVENTION OF BILATERAL RECURRENT NERVE PALSY. BR J SURG 1970;57:1-11. CITADO EM 1.

STURNIOLO G, D'ALIA C, TONANTE A, GAGLIANO E, TORANTO F, LO SCHIAVO MG. THE RECORRENT LARYNGEAL NERVE RELATED TO THYROID SURGERY. AM J SURG 1999 JUNE; 177: 485-8

SHAHEEN OH. THE THYROID GLAND. IN: SCOTT-BROWN'S OTOLARYNGOLOGY. BUTTERWORTH HEINEMANN. SIXTH EDITION 1997; 5/18/22

SANTOS JR. TIROIDEIA E PARATIRÓIDE. IN: PEREIRA CA. CIRURGIA PATOLOGIA E CLÍNICA. MC GRAW HILL 1999: 298-312

Como Citar

Fernandes, R., Zagalo, C., Henriques, P., Rómulo, M., Barbosa, M., & Rosa Santos, J. (1). Incidência de lesões do nervo laríngeo recorrente pós cirurgia da glândula tiroideia. Revista Portuguesa De Otorrinolaringologia E Cirurgia De Cabeça E Pescoço, 47(2), 83-88. https://doi.org/10.34631/sporl.234

Edição

Secção

Artigo Original

Artigos mais lidos pelo mesmo (s) autor (es)