Linfoma de Burkitt naso-sinusal – Caso clínico

Autores

  • Marco Ribeiro Barbosa Interno Complementar de ORL - Hospital Dr. Nélio Mendonça – Serviço de Saúde da Região Autónoma da Madeira, E.P.E, Funchal, Portugal
  • Carlos Martins Director de Serviço ORL - Hospital Dr. Nélio Mendonça – Serviço de Saúde da Região Autónoma da Madeira, E.P.E, Funchal, Portugal
  • Miguel Furtado Chefe de Serviço ORL - Hospital Dr. Nélio Mendonça – Serviço de Saúde da Região Autónoma da Madeira, E.P.E, Funchal, Portugal
  • Marisol Plácido Assistente Hospitalar de ORL - Hospital Dr. Nélio Mendonça – Serviço de Saúde da Região Autónoma da Madeira, E.P.E, Funchal, Portugal
  • Rogério Fernandes Assistente Hospitalar de ORL - Hospital Dr. Nélio Mendonça – Serviço de Saúde da Região Autónoma da Madeira, E.P.E, Funchal, Portugal
  • Ivone Camacho Assistente Hospitalar de ORL - Hospital Dr. Nélio Mendonça – Serviço de Saúde da Região Autónoma da Madeira, E.P.E, Funchal, Portugal
  • Michelle Cordeiro Assistente Hospitalar de Anatomia Patológica - Hospital Dr. Nélio Mendonça – Serviço de Saúde da Região Autónoma da Madeira, E.P.E, Funchal, Portugal

DOI:

https://doi.org/10.34631/sporl.186

Palavras-chave:

Linfoma de Burkitt, fossas nasais, seios perinasais, HIV/ SIDA

Resumo

Após o Sarcoma de Kaposi, os Linfomas não Hodgkin representam os tumores mais comuns no doente HIV (Human Immunodeficiency Vírus) positivo. Destes, 30-40% são Linfomas de Burkitt. Envolvem preferencialmente o trato gastrointestinal e outras localizações extra-nodais, tendo sido descritos alguns casos com origem naso-sinusal. Dado o seu carácter altamente agressivo, obrigam a um diagnóstico e tratamento precoce. Descreve-se um caso de um doente de 32 anos que dá entrada no hospital com suspeita de rinossinusite aguda associada a celulite periorbitária unilateral. Após avaliação clínica e imagiológica constatase que o quadro presente se deve a uma lesão tumoral, envolvendo ambas fossas nasais e seios perinasais adjacentes, e que foi submetida a biópsia. É diagnosticado um Linfoma de Burkitt naso-sinusal como manifestação inaugural de SIDA (Síndrome ImunoDeficiência Adquirida). Inicia tratamento com antiretrovirais e quimioterapia, mas acaba por falecer ao fim de 7 dias por enfarte agudo do miocárdio complicado por um quadro de insuficiência renal aguda.

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Referências

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Como Citar

Barbosa, M. R., Martins, C., Furtado, M., Plácido, M., Fernandes, R., Camacho, I., & Cordeiro, M. (1). Linfoma de Burkitt naso-sinusal – Caso clínico. Revista Portuguesa De Otorrinolaringologia E Cirurgia De Cabeça E Pescoço, 49(3), 197-199. https://doi.org/10.34631/sporl.186

Edição

Secção

Caso Clínico